O combustível está acabando, por Carlos Andreazza/O Globo
A notícia é que Lula teria resolvido se mexer. Informa-se que irá a campo trabalhar pela articulação política de seu governo. Estamos em junho. Estava parado? Ou se mexia mal?
Mexendo-se sempre está o Parlamento, energia que faz o volume do tanque baixar. Arthur Lira explica:
— Hoje o governo tem contado com a boa vontade desses partidos que estão votando republicanamente. Esse combustível está acabando.
Comunica-se que a rapaziada tem votado no amor, voto de confiança, mas que a gasolina não está barata; e que não serão esses republicanos a reabastecer. E então Lula entrará em cena, decorridos cinco meses de boa vontade. Estava parado? Ou se mexia mal?
Delegar também é movimento; não sendo possível crer que Alexandre Padilha e Rui Costa tenham agido até aqui sem o aval do presidente. Lula vai a campo e os coloca na panela. Não é possível saber a altura do fogo; nem quão incompetentes seriam. Sabe-se que o Congresso Lira quer as cadeiras dos ministros.
Lula vai a campo — e não são muitas as opções para que articule. Sabe-se também que entregar cabeças compõe o instrumental da negociação política.
O presidente é o dono dos assentos, domina a prática e conhece a demanda. Que nem sempre foi essa. A cousa era mais simples — a pedida: para que o governo honrasse a palavra e desse fluência automática à distribuição dos dinheiros das emendas conforme indicações dos deputados.
Leia mais em O Globo
Comentários