A DISCUSSÃO DO VOTO IMPRESSO

 

 

O novo Código Eleitoral está em discussão no Congresso Nacional e na pauta aparecem assuntos polêmicos como autofinanciamento de campanha, ficha limpa de candidatos, maior liberdade no uso de verbas partidárias e o voto impresso.

Este sistema de fiscalização já fora aprovado, mas em 2020 o STF declarou-o inconstitucional por colocar em risco o sigilo e a liberdade do voto.

Agora o voto impresso retorna com a mesma obrigação anterior: a urna eletrônica deverá imprimir cada voto em uma cédula que será depositada “em local previamente lacrado” e determina que o eleitor só conclui o seu voto, depois de conferi-lo e colocá-lo numa urna física.

Trata-se de uma alternativa de segurança para uma real conferência em caso de recontagem de votos. Somente outros dois países adotam o mesmo sistema de votação do Brasil: Butão e Bangladesh.

Tivéssemos adotado o sistema de conferência do voto eletrônico nas eleições de 2022, não haveria a suspeita divulgada pelos eleitores de Jair Bolsonaro sobre o resultado da eleição de Lula da Silva.

Tudo indica que o voto impresso seja aprovado, mais uma vez, pelo Congresso Nacional e tudo indica também que o caso termine, mais uma vez, no STF.