QUAL FOI O DESTINO DOS MILHARES DE CADÁVERES DO DIA D?, POR JULIO CEZAR DE ARAUJO/MEGACURIOSO
Após a retirada controversa e turbulenta das tropas britânicas de Dunquerque em 1940, o então primeiro-ministro Winston Churchill prometeu à França que faria sua parte em um contra-ataque coordenado contra o poderio alemão. Após a Conferência de Teerã, o primeiro dos acordos firmados pelas grandes potências durante a Segunda Guerra Mundial, em conjunto com Franklin Roosevelt, ele deu início aos preparativos para a Operação Overlord, no final de 1943.
No Dia D, em 6 de junho de 1944, os Aliados desembarcaram cerca de 73 mil soldados americanos e 83 mil britânicos e canadenses na Normandia, no norte da França ocupada pela Alemanha nazista de Adolf Hitler.
Nem todo o tempo que os Aliados tiveram para construir a missão pôde prepará-los para a realidade brutal que a retomada da Europa continental significaria para as tropas, e como lidaria com os corpos do Dia D.
A operação anfíbia foi realizada durante o verão, e os 160 mil soldados pousaram em cinco praias ao longo da costa da Normandia, enquanto as demais unidades eram aerotransportadas para outras regiões da França.
Apesar do sucesso e surpresa do Dia D, a resistência alemã foi brutal, tendo que fazer os soldados se esforçarem para vencê-los e também às adversidades do mau tempo. O Comandante Supremo Aliado, General Dwight D. Eisenhower, foi aconselhado a esperar que a maioria dos soldados morresse na tentativa de invasão, enquanto os paraquedistas previram uma taxa de mortalidade de 75%.
Estima-se que nas primeiras 24 horas da invasão, cerca de 4.500 mortes aconteceram, com baixas piores e maiores na praia de Omaha, com cerca de 2 mil soldados americanos, em comparação com as 9 mil baixas das forças alemãs. Esses, no entanto, são números apenas aproximados porque é impossível obter a quantidade exata de mortes. Para piorar, os soldados desaparecidos foram declarados mortos um ano após terem desaparecido, aumentando a confusão nos registros.
Até havia um grupo de soldados planejados para lidar com os mortos no campo de batalha, cavar sepulturas ou marcá-las, porém ninguém esperava que fizessem isso sob o fogo cruzado. Portanto, o melhor que puderam fazer foi proteger os restos mortais com um cobertor ou lençol e seguir em frente, enquanto as tropas sobreviventes ocupavam suas posições ao longo da costa.
A foto do segundo-tenente Walter Sidlowski ajoelhado ao lado do corpo coberto de um companheiro de guerra na praia de Omaha, com restos mortais ao fundo, é um exemplo de como a guerra lidou com os cadáveres. A famosa imagem foi capturada um dia depois da morte, mas até quase uma semana depois ainda havia corpos cobertos em estado de decomposição.
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