{"id":14150,"date":"2024-02-23T17:04:22","date_gmt":"2024-02-23T20:04:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.rogeriomendelski.com.br\/sitio\/?p=14150"},"modified":"2024-02-23T17:12:02","modified_gmt":"2024-02-23T20:12:02","slug":"paulo-coelho-o-pianista-numero-1-da-cidade-por-marcello-campos-jornal-do-comercio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rogeriomendelski.com.br\/sitio\/2024\/02\/23\/paulo-coelho-o-pianista-numero-1-da-cidade-por-marcello-campos-jornal-do-comercio\/","title":{"rendered":"Paulo Coelho, o pianista n\u00famero 1 da cidade, por Marcello Campos\/Jornal do Com\u00e9rcio"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em meio ao entra-e-sai de artistas na R\u00e1dio Farroupilha em certa noite de 1937, os m\u00fasicos cegos Artur Elsner e Juvenal Guedes trocam empurr\u00f5es. A hostilidade \u00e9 recente e insuflada por supostos coment\u00e1rios desabonadores de um a respeito do outro nos bastidores e at\u00e9 um galanteio do segundo sobre a esposa do primeiro. Sem desconfiarem de mais uma tro\u00e7a do \u201cGordo\u201d, eles avan\u00e7am para os empurr\u00f5es e a coisa sai de controle, at\u00e9 que o sacana \u2013 ali presente para o desfecho da arma\u00e7\u00e3o \u2013 faz suas v\u00edtimas correrem baratinadas pelo est\u00fadio: \u201cDe faca, n\u00e3o!\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na autoria desse e de outros incont\u00e1veis trotes, o lend\u00e1rio Paulo Coelho. Cerca de 1m70cm e 120 quilos embrulhados no terno amarrotado. Cabelo castanho-claro em rebeldia domada \u00e0 gomalina. \u00d3culos de aro redondo ajeitado pelo dedo sobre o nariz a todo momento, quase em cacoete. Bigode-l\u00e1pis no sorriso maroto de quem j\u00e1 maquinou a pr\u00f3xima goza\u00e7\u00e3o. Moldura improv\u00e1vel para um dos mais brilhantes pianistas da hist\u00f3ria de uma cidade dedilhada por maiorais como Radam\u00e9s Gnattali, D\u00e9lcio Pinheiro, Manfredo Fest, Peixoto Primo, Ad\u00e3o Pinheiro, Geraldo Flach, Dunia Elias, Luiz Mauro Filho, Dionara Schneider, Michel Dorfman, Fernando Corona e Luciano Le\u00e3es.<\/p>\n<p>\u201cEle fazia mis\u00e9rias no instrumento, principalmente ap\u00f3s a meia-noite, como dono de todos os ritmos, enriquecidos por seu modo pessoal de execut\u00e1-los com o senso do acompanhamento e o g\u00eanio da improvisa\u00e7\u00e3o, sendo capaz de desafinar de prop\u00f3sito para acompanhar algum cantor desafinado. O homem valia sozinho por todo o espet\u00e1culo\u201d, escreveria o escritor Carlos Reverbel em cr\u00f4nica de 1978 no Correio do Povo. Mesmo com bairrismos e exageros, sobram relatos de uma t\u00e9cnica supostamente sem igual, digna do t\u00edtulo concedido pela imprensa \u2013 \u201cO rival de si mesmo\u201d.<\/p>\n<p>No primeiro volume de sua b\u00edblia Porto Alegre, Uma Biografia Musical (2022), o jornalista e pesquisador Arthur de Faria, 55 anos, d\u00e1 cr\u00e9dito a uma das conhecidas fa\u00e7anhas do rechonchudo personagem: \u201cEventualmente, Paulo se dava ao luxo de fazer concertos solo, indo de Beethoven a Liszt. E oferecendo, de brinde, exibi\u00e7\u00f5es gratuitas de destreza, como a de tocar dois pianos ao mesmo tempo. \u2018Ah, mas essa \u00e9 f\u00e1cil&#8230; Com dois instrumentos \u00e0 m\u00e3o e um \u00e2ngulo favor\u00e1vel, qualquer pianista faz isso&#8230;\u2019. \u00c9? S\u00f3 que ele tocava uma m\u00fasica diferente em cada\u201d.<\/p>\n<p>Essa saga come\u00e7a com um menino precoce e \u201carteiro mas de bom cora\u00e7\u00e3o\u201d, na defini\u00e7\u00e3o de uma prima. Nascido em 11 de fevereiro de 1910, filho \u00fanico de um casal de professores de m\u00fasica (ele violoncelo e ela piano, instrumento tamb\u00e9m tocado pela av\u00f3 paterna), Paulo de Almeida Coelho ainda tinha como padrinho o compositor erudito Ara\u00fajo Vianna. Consta que, aos 5 anos, n\u00e3o s\u00f3 dominava as teclas como reconhecia de ouvido qualquer nota ou acorde, para espanto dos marmanjos a circular pela casa da fam\u00edlia na rua Riachuelo pr\u00f3ximo ao Alto da Bronze, no Centro.<\/p>\n<p>As conex\u00f5es do casal levaram o guri aos ouvidos de Guilherme Fontainha, diretor do Conservat\u00f3rio de M\u00fasica e que, sem titubeio, o indicou ao curso de piano da institui\u00e7\u00e3o, um dos embri\u00f5es do Instituto de Artes da Ufrgs. Matriculado com 9 anos e diplomado com l\u00e1urea aos 15, o prod\u00edgio erudito daria assento ao instrumentista de repert\u00f3rio popular, motivado por quest\u00f5es pessoais, est\u00e9ticas e financeiras: o adolescente desconfort\u00e1vel na sisudez dos concertos e aberto ao ecletismo dos g\u00eaneros sonoros em ascens\u00e3o nos c\u00edrculos menos elitizados precisava pegar no batente.<\/p>\n<p>O falecimento do pai havia decretado a mudan\u00e7a de Paulo e a m\u00e3e para a casa de uma tia, onde a urg\u00eancia de refor\u00e7o no or\u00e7amento naturalmente o empurrou para a trilha sonora ao vivo dos caf\u00e9s, bares, restaurantes, cineteatros, cabar\u00e9s e clubes sociais, com suas orquestras, jazz bands, t\u00edpicas, regionais e outros conjuntos. Em um ambiente movido a m\u00fasica, o improvisador de alta t\u00e9cnica e muito suingue n\u00e3o demorou a se tornar \u201co pianista n\u00famero 1 da cidade\u201d, com uma vida de melodia breve e ritmo intenso em partitura pontuada por drama, a\u00e7\u00e3o e com\u00e9dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gastando os dedos como atra\u00e7\u00e3o fixa de endere\u00e7os concorridos no burburinho do Centro, Paulo Coelho passou a liderar seu pr\u00f3prio conjunto antes dos 20 anos. A companhia de alguns dos melhores cantores e instrumentistas em valsas, tangos, sambas, maxixes, foxes e outros quetais mostrava que o pianista n\u00e3o estava para brincadeira &#8211; mesmo j\u00e1 dando vaz\u00e3o ao esp\u00edrito p\u00e2ndego que contribuiria para eternizar seu nome no anedot\u00e1rio local. Em reminisc\u00eancias reunidas no livro Rua da Praia (1971), o jornalista Nilo Ruschel dedica longos par\u00e1grafos ao personagem.<br \/>\nUm dos trechos menciona as canjas de iniciantes entre os alvos prediletos do sujeito estabanado e zombeteiro, que n\u00e3o perdia oportunidade para suas pegadinhas. &#8220;M\u00fasico novato em busca de aproxima\u00e7\u00e3o era convidado ao piano. Paulo descia para as mesas de bar, a pretexto de um descanso, sem descuidar da senha ao saxofonista. Mal o estreante entrava pela partitura, o colega punha-se a florear complicad\u00edssimas varia\u00e7\u00f5es, jogando fora o desprevenido (&#8230;)&#8221;. Veteranos tamb\u00e9m n\u00e3o eram poupados, pegos no contrap\u00e9 com arranjos completamente diferentes do ensaiado.<br \/>\nGalhofas \u00e0 parte, a qualidade das performances em caf\u00e9s como Colombo, Florida e Central n\u00e3o passava despercebida a forasteiros de renome. O m\u00fasico Pixinguinha foi um dos que tentaram lev\u00e1-lo na bagagem para o Rio de Janeiro, mas a resist\u00eancia em deixar a cidade de tantos colegas e amigos s\u00f3 seria vencida em 1929, com as primeiras apresenta\u00e7\u00f5es de sua turma pelo interior ga\u00facho e pa\u00edses vizinhos. At\u00e9 que uma trag\u00e9dia pessoal deixasse sequelas psicol\u00f3gicas &#8211; evidenciadas pela mudan\u00e7a de silhueta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pianista cumpria temporada na Argentina quando, em 1932, a paix\u00e3o correspondida pela jovem local Elvira Catinelli o levou a se fixar em C\u00f3rdoba, casado e com o beb\u00ea Luiz Domingos a caminho. Baratinado pela morte da esposa no parto, deixou o menino para sempre com os av\u00f3s maternos, voltando para uma Porto Alegre onde a sa\u00fade prec\u00e1ria da m\u00e3e logo o confrontaria com outra perda. Os ru\u00eddos existenciais abafados com comida, cigarro, \u00e1lcool e boemia fizeram do rapaz magro e jovial um homem obeso e de apar\u00eancia dissonante com seus 20 e poucos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem preju\u00edzos \u00e0 m\u00fasica e ao esp\u00edrito agregador e bonach\u00e3o (&#8220;Ningu\u00e9m lhe ouvia confid\u00eancias de tristeza&#8221;, anota Nilo Ruschel em suas mem\u00f3rias), o ent\u00e3o &#8216;Gordo&#8217; ou &#8216;Bolota&#8217; retomou o status de que usufru\u00eda na capital ga\u00facha (que ele chegaria a trocar pelo Rio durante alguns meses, at\u00e9 ser vencido pela saudade de casa). O novo esquema teria piano, saxofone, trompete, clarinete, trombone, contrabaixo, bateria, pandeiro, tamborim, uma ou duas vozes (para diferentes g\u00eaneros musicais) e at\u00e9 um viol\u00e3o eletrificado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Um grupo desse tamanho precisava de arranjos escritos, na linguagem das big bands, com tudo dividido por naipes. Como era muito dif\u00edcil conseguir os originais estadunidenses, Paulo come\u00e7ara a escrever os seus pr\u00f3prios arranjos, fato que o tornava um precursor, antes do conterr\u00e2neo e colega de gera\u00e7\u00e3o Radam\u00e9s Gnattali, da R\u00e1dio Nacional do Rio de Janeiro&#8221;, chama a aten\u00e7\u00e3o Arthur de Faria. O sucesso do bando a levou para outro ambiente em alta na segunda metade da d\u00e9cada de 1930: o r\u00e1dio, com todo seu alcance e repercuss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A experi\u00eancia na pioneira R\u00e1dio Ga\u00facha e o curr\u00edculo por demais conhecido credenciaram Paulo Coelho a um contrato de exclusividade com a Farroupilha, &#8220;A mais potente&#8221;, inaugurada em 1935 &#8211; fotos da noitada de estreia mostram a gangue perfilada aos convidados especiais Mario Reis e Carmen Miranda, que futuramente exigiria a cama sonora do &#8216;Gordo&#8217; para se apresentar em Porto Alegre. Exceto por um namorico com a Difusora no ano seguinte, ele faria do casar\u00e3o nos altos do Viaduto da Borges quase um segundo lar, amplificando a proje\u00e7\u00e3o do seu turbilh\u00e3o de melodias.<br \/>\nPelos sete anos seguintes, &#8220;o pianista n\u00famero 1 da cidade&#8221; foi destaque constante na programa\u00e7\u00e3o noturna. N\u00fameros de &#8220;orquestra&#8221;. Solos de piano. Acompanhamento de artistas. Arranjos in\u00e9ditos para standards e novidades nacionais ou estrangeiras. Composi\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias. A presen\u00e7a constante na coluna A Voz do Ouvinte, da Folha da Tarde, que comentou uma das renova\u00e7\u00f5es de contrato do grupo, em 1936: &#8220;No que que concerne \u00e0 m\u00fasica leve, os broadcastings concorrentes ter\u00e3o de organizar conjuntos que se aproximem ao m\u00e1ximo do jazz de Paulo Coelho&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Ao longo daquela d\u00e9cada n\u00e3o houve p\u00e1reo para o Jazz de Paulo Coelho&#8221;, garante Arthur de Faria, lembrando que a imprensa inclusive chamava o m\u00fasico de &#8220;Paul Whiteman ga\u00facho&#8221;, em alus\u00e3o ao famoso l\u00edder norte-americano de big band que havia estrelado o filme The King of Jazz [1930] &#8211; uma semelhan\u00e7a f\u00edsica e musical de fato merecedora de compara\u00e7\u00f5es. &#8220;Vamos tirar o chap\u00e9u diante do talento do rapaz, porque ele \u00e9 bra\u00e7o de verdade&#8221;, elogiou o rep\u00f3rter Rivad\u00e1via de Souza em entrevista com o &#8216;Gordo&#8217; em junho de 1936.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o havia b\u00f4nus sem \u00f4nus, por\u00e9m, e o &#8216;Bolota&#8217; se submetia a jornadas exaustivas dentro e fora do ambiente radiof\u00f4nico. &#8220;Tome nota, doutor, trabalho hoje em sete programas!&#8221;, queixou-se Paulo Coelho ao diretor da Farroupilha, Arnaldo Ballv\u00e9, no in\u00edcio de 1937. Sem contar a agenda sobrecarregada de compromissos nos palcos, turn\u00eas pelo Interior ga\u00facho e excurs\u00f5es a Buenos Aires, em viagens de trem aproveitadas para incrementar o repert\u00f3rio de pegadinhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na tira\u00e7\u00e3o de sarro, ali\u00e1s, os papeis \u00e0s vezes se invertiam. Como na ocasi\u00e3o em que o escritor Erico Verissimo apresentava ao vivo um quadro infantil da emissora e perguntou, em pleno audit\u00f3rio, quem era o sujeito roli\u00e7o a transitar por ali. &#8220;Ora, n\u00e3o conheces? \u00c9 o nosso grande Paulo Coelho!&#8221;, respondeu um locutor, ouvindo do cruzaltense um chiste com o t\u00edtulo do programa: &#8220;Pois bem, vamos ent\u00e3o associ\u00e1-lo ao Clube dos Tr\u00eas Porquinhos&#8230; Mo\u00e7o, venha ao microfone e ronque tr\u00eas vezes para fazer a nossa sauda\u00e7\u00e3o&#8221;. Encabulad\u00edssimo, o pianista atendeu ao pedido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paulo Coelho tamb\u00e9m compunha temas instrumentais elogiad\u00edssimos, como a valsa Quando se Abrir a Tua Janela, e colabora\u00e7\u00f5es com o letrista Plauto de Azambuja Soares, o rep\u00f3rter &#8216;Foquinha&#8217; da Folha da Tarde. Apelidada pela imprensa de &#8220;Gordo e Magro&#8221;, em alus\u00e3o \u00e0 famosa dupla de comediantes do cinema, a parceria resultou no \u00fanico registro fonogr\u00e1fico do pianista &#8211; outros temas de sua autoria tiveram grava\u00e7\u00e3o em acetatos de uso interno da Farroupilha, esmigalhados em agosto de 1954 durante a invas\u00e3o da r\u00e1dio por getulistas inconformados com o suic\u00eddio do presidente.<br \/>\nA faixa \u00e9 Alto da Bronze, samba de andamento m\u00e9dio e vers\u00e3o dilu\u00edda pela est\u00e9tica das jazz bands. Lan\u00e7ado pela cantora Horacina Correa na programa\u00e7\u00e3o da emissora em novembro de 1937, acabou &#8220;lascado no sulco&#8221; pela Odeon argentina durante turn\u00ea do &#8216;Bolota&#8217; com 11 comparsas em Buenos Aires no semestre seguinte. Em uma \u00e9poca na qual poucos ga\u00fachos tinham a chance de gravar, a fa\u00e7anha (novamente com Horacina, \u00fanica mulher na viagem) alvoro\u00e7ou os porto-alegrenses. &#8220;S\u00f3 faltou o tapete vermelho quando o pessoal retornou, em julho de 1938&#8221;, brinca Arthur de Faria.<br \/>\nTodo mundo curtiu a bolacha de quase 3 minutos, menos o coautor Foquinha. O intr\u00e9pido jornalista cobria um percurso automobil\u00edstico de rua na Zona Sul, tr\u00eas meses antes, quando topou fazer test drive em uma &#8216;barata&#8217; de corrida com o colega Sadi Rafael Saadi ao volante. Ao ingressar em alta velocidade na avenida Teres\u00f3polis, a manobra brusca para evitar o atropelamento de um pedestre desavisado causou m\u00faltipla capotagem. O piloto permaneceria meses em coma at\u00e9 se recuperar, mas seu pupilo n\u00e3o teve a mesma sorte. Morreu ali mesmo na pista, aos 23 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ode \u00e0 pra\u00e7a da inf\u00e2ncia de Paulo Coelho ainda ganharia outras duas vers\u00f5es nas d\u00e9cadas seguintes, nas vozes das ga\u00fachas Elis Regina, em 1974, e Lourdes Rodrigues (com acompanhamento de Geraldo Flach no teclado), em 2005. Ambas dispon\u00edveis nas plataformas digitais. J\u00e1 a original com Horacina pode ser conferida no YouTube gra\u00e7as \u00e0 gentileza de colecionadores, um dos quais compartilha o v\u00eddeo de um exemplar do disco de 78 rota\u00e7\u00f5es por minuto, rodando em \u00f3timo estado na vitrola &#8211; 86 anos depois, s\u00e3o pouqu\u00edssimas as c\u00f3pias conhecidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Adepto da filosofia lupiciniana de que o verdadeiro bo\u00eamio n\u00e3o renuncia, Paulo Coelho fazia vista grossa para uma condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica que, literalmente, come\u00e7a a pesar em sua sa\u00fade no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1940. Mas a m\u00fasica n\u00e3o podia parar. A \u00e9poca coincide com uma breve experi\u00eancia de dono de bar na Rua da Ladeira e o fim de seu conjunto, lacuna compensada pela atividade ainda robusta de solos e acompanhamentos na programa\u00e7\u00e3o radiof\u00f4nica, em rod\u00edzio com apresenta\u00e7\u00f5es em bares, clubes e festivais art\u00edsticos, em meio a eventuais aus\u00eancias por uma enfermidade n\u00e3o detalhada e sob ressalvas de &#8220;sens\u00edvel melhora&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O &#8216;Bolota&#8217; era tamb\u00e9m glut\u00e3o em outro assunto: o futebol. Menos de 48 horas ap\u00f3s trabalhar na Farroupilha, na tarde de 21 de setembro de 1941, ele saiu de casa no bairro Petr\u00f3polis para assistir a um jogo domingueiro entre Cruzeiro-POA e Gr\u00eamio pelo Campeonato Citadino, mesmo sendo colorado. Mas seu cora\u00e7\u00e3o em descompasso parou de vez, aos 31 anos (!), antes do tombo na cal\u00e7ada da rua Jo\u00e3o Abbott a poucos metros da Prot\u00e1sio Alves. &#8220;S\u00edncope card\u00edaca e tuberculose&#8221;, atestou a partitura de \u00f3bito assinada pelo m\u00e9dico ucrano-ga\u00facho Maur\u00edcio Kothlar &#8211; ex-saxofonista do conjunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eventos foram cancelados durante a despedida no cemit\u00e9rio da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia, com despesa pagas pela emissora e plateia condizente com o g\u00eanio que mantivera com a cidade um caso de amor rec\u00edproco. Os tributos prosseguiriam nos anos seguintes, incluindo a inaugura\u00e7\u00e3o de uma pequena pra\u00e7a com seu nome no bairro Medianeira em 1948 e de um busto no local, quatro anos depois, por cortesia da Casa do Artista Riograndense. De paradeiro hoje desconhecido, a pe\u00e7a deu lugar em 1963 a uma placa de bronze, retirada pelos amigos do alheio em 1999 e jamais reposta.<br \/>\nA mais espont\u00e2nea das homenagens, entretanto, teve como local um restaurante do Centro de Porto Alegre, certa noite de 1952, conforme testemunho do jornalista e ent\u00e3o vereador Ary Veiga Sanhudo, que relembraria o epis\u00f3dio em seu livro Cr\u00f4nicas da Minha Cidade (1979). Conta ele que um grupo de m\u00fasicos relembrava saudosos colegas de profiss\u00e3o quando um dos presentes interrompeu os discursos emocionados e, tomando a palavra, inverteu o tradicional pedido de 30 segundos de sil\u00eancio: &#8220;Ao infatig\u00e1vel Paulo Coelho, um minuto de barulho!&#8221;.<\/p>\n<p>Publicado originalmente no <a href=\"https:\/\/www.jornaldocomercio.com\/especiais\/reportagem-cultural\/2024\/02\/1143677-paulo-coelho-o-pianista-numero-1-da-cidade.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jornal do Com\u00e9rcio<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-14152 alignleft\" src=\"https:\/\/www.rogeriomendelski.com.br\/sitio\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/315320306_539006131515030_73344020929722303_n.jpg\" alt=\"\" width=\"172\" height=\"172\" srcset=\"https:\/\/www.rogeriomendelski.com.br\/sitio\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/315320306_539006131515030_73344020929722303_n.jpg 640w, https:\/\/www.rogeriomendelski.com.br\/sitio\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/315320306_539006131515030_73344020929722303_n-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 172px) 100vw, 172px\" \/>* Marcello Campos \u00e9 formado em Jornalismo, Publicidade &amp; Propaganda (ambas pela PUCRS) e Artes Pl\u00e1sticas (UFRGS). Tem seis livros publicados, incluindo as biografias de Lupic\u00ednio Rodrigues, do Conjunto Mel\u00f3dico Norberto Baldauf e do gar\u00e7om-advogado Dinarte Valentini (Bar do Beto). H\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, dedica-se ao resgate de fatos, lugares e personagens porto-alegrenses. 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