CLAUDINA

 

 

Claudina Vidal, uruguaia que jogava de atacante num time masculino. Em 1972, atuou num amistoso em Alegrete defendendo as cores do Paysandú.
O jornalista Roberto Appel não só entrevistou Claudina como se colocou em campo para marcá-la, com o intuito de analisar mais de perto seu desempenho futebolístico. A façanha não durou mais do que quinze minutos (Appel estava completamente fora de forma), mas rendeu um histórico conteúdo jornalístico, o único que mostra a atleta em ação e um dos poucos em língua portuguesa sobre a camisa 9.
O machismo da época não perdoou Claudina. Diziam que era virgem ou “invicta”. O site Medium descreve a jogadora com base na reportagem do jornalista gaúcho citado: “Entre as curiosidades apontada por Appel na matéria, o fato de Claudina ser extremamente tímida, chegar e deixar o estádio sempre uniformizada; usar por debaixo do uniforme um justo maiô preto; não usar maquiagem ou perfume; só jogar pelo lado direito do campo, chegando pouco à área adversária; se deslocar em linha reta, optando por um passe muito preciso ao drible; dominar as bolas no peito com extrema perfeição; ter um chute considerado fraco; evitar o corpo-a-corpo; não possuir muito jogo de cintura e ter um preparo físico impressionante, correndo os noventa minutos sem parar”.