LAGOA DO PEIXE SOB NOVA DIREÇÃO

Um dos mais belos santuários ecológicos do Rio Grande Sul, a Lagoa do Peixe, está sob nova direção e como a responsabilidade da preservação daquela área ficará com a jovem Maíra Santos de Souza, 25 anos, engenheira-agrônoma, ambientalista e produtora rural, tão logo seu nome foi divulgado a velha e surrada máquina esquerdista de moer reputações movimentou-se rapidamente. Maíra passou a ser apresentada – sintam a maldade – como “filha de um fazendeiro famoso”, em certos espaços da mídia amiga. O “fazendeiro famoso”não teve o seu nome citado, mas é de se perguntar – famoso por quê?

O melhor seria dizer um fazendeiro conhecido entre os produtores rurais de Tavares e Mostardas, fato normal em municípios de baixa densidade populacional onde todos se conhecem, do tratorista ao proprietário rural.

Ah, mas com a Maíra na direção da reserva ecológica da Lagoa do Peixe, tudo muda. A velha militância esquerdista que tinha na Lagoa do Peixe um discurso ideológico sobre sua preservação, não se conforma com a mudança de rumos como se a nova diretora estivesse destacada para acabar com a reserva.

Outra maledicência é que Maíra Santos de Souza foi uma indicação política do deputado federal Alceu Moreira (MDB/RS) e que tal indicação será a entrega do pastoreio de ovelhas para um lobo faminto.

Mais uma maledicência sobre o mesmo assunto: Moreira é o presidente da Frente Ruralista na Câmara e sua influência na nomeação de Maira é o inicio de uma abertura da reserva ecológica para interesses antiambientalistas.

É que esses xiitas do meio ambiente acreditam ser os apóstolos da ecologia, uns Nostradamus de araque, mas donos e monopolistas da doutrina que defende a proteção do planeta.

Para ser ambientalista é necessário um catecismo de militância na esquerda, seja lá o que isso significa na prática, mas há uma condenação antecipada e maniqueísta: produtor rural brasileiro é um predador do meio ambiente, mesmo que isso seja uma grosseira mentira.

Quem visita qualquer grande propriedade rural neste país conhece a preocupação do seu proprietário com a preservação ambiental, mas ele é confundido com o grileiro, com o contrabandista e com o derrubador de florestas.

Foi assim que já tentaram tatuar na jovem diretora da Reserva da Lagoa do Peixe como “filha de um fazendeiro famoso”. Fazendeiro na cabeça dos obscurantistas será sempre um inimigo do meio ambiente, logo sua filha pensa como o pai. Um silogismo safado bem ao gosto dessa militância, mas desprovido de qualquer lógica por que Maíra nem assumiu.

A nova diretora da Reserva da Lagoa do Peixe precisa, pelo menos, do benefício da dúvida, mas quem liga para isso quando as adjetivações partem dos operadores da máquina de moer reputações?