QUEM TEM MEDO DE BOLSONARO?

Na próxima terça-feira o Brasil ganha mais uma chance de se tornar uma democracia com a posse de Jair Bolsonaro.

Com 57.797.847 votos ele assume a Presidência da República com a mais ampla legitimidade que as urnas podem dar a um homem público, mas se dependesse das “análises” dos “especialistas” da imprensa brasileira, Bolsonaro sequer chegaria ao segundo turno – “não tem tempo suficiente na televisão” – e se chegasse seria “derrotado por qualquer outro candidato”.

Foi uma eleição atípica por que o discurso de Bolsonaro tinha eco em todas as camadas sociais do país, aquelas camadas anônimas e com voz apenas nas redes sociais, batendo de frente com uma imprensa vergonhosamente engajada com Fernando Haddad, com institutos de pesquisa garimpando eleitores previamente definidos em perfis esquerdistas e com “celebridades” artísticas de boca deformada pelas tetas da Lei Rouanet.

Apesar desse frentão desligado da realidade nacional, Bolsonaro assumiu a frente das pesquisas, mas continuou perdendo no placar dos analistas políticos que adotaram o absurdo discurso sobre a candidatura de Lula, fato que precisou ser negado pelo próprio ex-presidente e ainda atual presidiário em Curitiba. Tentou-se até uma “pajelança” jurídica na ONU, como se a entidade máxima das nações deste planeta pudesse interferir na eleição brasileira determinando a candidatura de Lula.

O atentado sofrido por Bolsonaro não foi tratado com um caso gravíssimo contra o processo eleitoral, mas como uma facada desferida por um perturbado mental, algo semelhante a um desentendimento de botequim de quinta categoria. Por pouco a “mídia amiga” não classificou a tentativa de assassinato como um haraquiri praticado por Bolsonaro para chamar a atenção do eleitorado, mas – mais uma vez – os analistas foram rigorosos no exame do atentado.

Bolsonaro fora vítima do “ódio” que ele mesmo pregava em seus discursos quando apenas dizia que o país sob seu controle iria abrir a caixa preta do BNDES; que as pessoas decentes poderiam ter uma arma para defesa pessoal e patrimonial; que seu ministério teria gente competente e não ex-terroristas; que mandaria investigar as benesses da Lei Rouanet, o Foro de São Paulo, as verbas do MST e as verbas publicitárias; que combateria a criminalidade em todo território nacional; que buscaria reduzir a maioridade penal e que iria descobrir quem mandou matá-lo e quem estaria por trás do atentado sofrido, em Juiz de Fora; que iria mudar o relacionamento internacional do Brasil, abandonando as repúblicas cucarachas e as ditaduras africanas, para retomar amizades com nações desenvolvidas e, finalmente, que as escolas brasileiras não teriam mais os crimes pedagógicos de lavagem cerebral, mas retornariam à valorização da família e do ensino tradicional .

Esse novo Brasil defendido por Bolsonaro contrariou a militância da plutocracia nacional, enriquecida pela corrupção, mas foi ao encontro de quem trabalha e paga impostos e também daqueles milhões de brasileiros que perderam entes queridos pela violência, pelo desemprego e nos corredores dos hospitais.

Não é difícil de se identificar quem tem medo de Bolsonaro.