PARTIDARISMO NAS ESCOLAS

O sofisma já se incorporou ao discurso dos que defendem a escola com partido. Sim, a escola partidarizada, esta que já faz algum tempo invadiu as salas de aula – da maternal à universidade – e, numa pedagogia criminosa, impõe um currículo politico partidário aos jovens sem qualquer respeito aos padrões universais de educação.

O modelo que vem sendo utilizado é similar aos dos bancos escolares da falecida União Soviética, de Cuba, da Coréia do Norte e da hilária Venezuela.

Neste recente período eleitoral, alunos eram “trabalhados” para um convencimento de seus pais a não votarem em Jair Bolsonaro. A deputada estadual eleita em Santa Catarina, Ana Caroline (PSL) chegou a divulgar nas redes sociais um apelo para que estudantes de seu estado gravassem e denunciassem manifestações político-partidárias contrárias ao presidente eleito Jair Bolsonaro. Imediatamente, as entidades sindicais catarinenses dos professores das redes pública e privada protestaram e o MP/SC abriu um procedimento para apurar uma possível violação ao direito à educação.

Mas o que a futura deputada fez foi apenas um alerta ao que se pôs em prática nas escolas brasileiras, após a vitória de Bolsonaro. A boa prova a favor da deputada Ana Caroline é o movimento nacional de “resistência” à vitória de Bolsonaro e a melhor delas veio do próprio vencedor da eleição presidencial.

Bolsonaro resolveu apoiar publicamente um aluno do município de Serra, Espírito Santo, que foi hostilizado em sala de aula por uma professora lulopetista. O futuro presidente foi às redes sociais disse, sem meias palavras: “Quero ver ela ter coragem de te processar, como te ameaçou, porque vamos te apoiar”.

E ainda acrescentou, como fizera a deputada Ana Caroline, que os alunos filmassem as hostilidades em sala de aula e entregassem as imagens para os pais e para ele Bolsonaro. Nada disso estaria ocorrendo, se não vivêssemos esse clima ideologizado dentro de todas as escolas brasileiras, à exceção das mantidas pelas Forças Armadas e Polícias Militares.

Convém lembrar que essa pedagogia vem desde a eleição de Lula, em 2002. Antes, as eleições presidenciais eram comentadas em salas de aula, mas nunca contestadas pelos professores, pois a melhor lição das urnas é a vitória da democracia.

Hoje, fala-se nas escolas, em “resistência”, o que é uma péssima aula de fascismo explícito. Mas não se iludam com as reações ainda tímidas de país, de políticos e até de Bolsonaro.

A militância marxista do magistério (grande maioria) tem uma missão pela frente. Criar uma “resistência” ao novo Brasil que nasce no dia primeiro de janeiro de 2019, recrutando jovens estudantes. Eles, bem doutrinados, podem ser um cavalo de Tróia no núcleo familiar.

E a destruição dos valores familiares é estratégica para um futuro absolutista e comunista.