
Rogério Lisboa
Pastel de vento oriental
“ - Vai um pastel, né?”. Apesar
de acreditarmos que o pastel foi inventado por nós brasileiros, eles
vieram na bagagem dos imigrantes japoneses que chegaram a São Paulo.
Agora você entende porque tanto japonês é proprietário de banca de
pastel. O que colaboramos nessa indústria sensacional de culinária
popular foi o incremento de comer o pastel acompanhado de um copo de
caldo de cana. Aí sim é algo bem verde-amarelo.

Cor Ao
se pensar no almoço da família ou no jantar para dois deve-se levar em
conta a combinação de cores. Por exemplo. Quer matar de monotonia quem
vai comer, sirva salada de alface verde, sopa de ervilha, carne de
porco com molho de agrião e de sobremesa abacate. Tudo da mesma cor,
verde. Antes de chegar à sobremesa você já está satisfeito.

Aroma Cheiros
semelhantes deixam o cérebro enjoado antes mesmo do garfo chegar à
boca. Se o prato é agridoce, cuidado para os aromas não serem todos
semelhantes. Textura Tudo
com a mesma consistência também deixa a desejar. Por exemplo: creme de
cenoura, purê de batata e depois finalizar com uma mousse de chocolate.
Tá parecendo comida de quem não pode mastigar. Que nem dizia a minha
avó: “- Parece comida de doente” (bem que hoje tem hospital particular aí com comida de hotéis 5 estrelas – e preço também). Seja
criativo, misture cremosidade com crocância. Sei lá. O prato é seu.
Como dizia o crítico de gastronomia no filme Ratatoille: “ – Surpeeenda”. 
Dica do Chef Pratos quentes Em
muitas receitas observamos a dica: mantenha em local aquecido enquanto
prepara o molho, ou algo parecido. E agora? O que que eu faço? Continuo
cozinhando em outra boca do fogão? A dica é manter aquecido em
banho-maria. Coloque o prato sobre uma panela com água quente embaixo.
De tempos em tempos ligue um pouco a boca do fogão com a panela com
água para manter aquecido. Não resseca que nem no forno e é o que os
buffets fazem. Câmbio, desligo.
Até a próxima.
Contato com o chef: rogeriolisboa@yahoo.com.br www.chefrogeriolisboa.com.br |