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“Sou gay, preto e não vou me calar”.

Jean Willys, ex-BBB e deputado federal pelo PSOL-RJ

 
NEYMAR E PELÉ

Quando Neymar foi atingido criminosamente pelo jogador colombiano Zuñiga, os torcedores mais velhos lembraram da lesão de Pelé, na Copa do Mundo de 1962, no Chile. Pelé estava fora das decisões e o pânico tomou conta do Brasil que acompanhava a seleção na busca do bicampeonato mundial pela cobertura instantânea das emissoras de rádio e pelos jornais do dia seguinte. A tevê engatinhava em coberturas jornalísticas.

O treinador Aymoré Moreira escalou Amarildo, atacante do Botafogo que resolveu o problema de fazer golos e deu o título ao Brasil nas partidas restantes fazendo dupla com o genial Garrincha. O Portal EBC entrevistou Amarildo e vale a pena ler o que disse o grande craque de 1962.
 
Para Amarildo, quem for escolhido para substituir o atual camisa 10 da Seleção tem que ter orgulho de jogar e esquecer que está entrando no lugar do craque da equipe. “O jogador deve ter a tranquilidade para entrar no lugar dele”, diz.

Em sua primeira partida, Amarildo fez uma grande atuação, marcando os dois gols do Brasil na vitória contra a Espanha. Amarildo ainda marcou o primeiro gol do título do Brasil na final contra a Tchecoslováquia. Depois da competição, ele foi para a Itália, onde jogou por nove anos.

Ele disse não ter preferência pelo jogador que vai entrar no lugar de Neymar. “Quem é que vai entrar não interessa. Interessa é que quem entrar no lugar dele mostre todo o potencial e faça o melhor”, aponta.

O ex-jogador afirmou que essa foi a receita para ele se sair bem em 1962. “Todo mundo no Brasil estava chorando. Só eu estava alegre. Não pelo Pelé, mas por eu ter a chance de mostrar o que eu podia pela seleção. Quando chegou a hora do jogo, joguei como se fosse no Botafogo”, conta.

Ele aponta que o Brasil tem condições de ser campeão da Copa do Mundo mesmo sem o principal jogador. “Quem entrar e quem tiver a missão de substituir o Neymar tem que fazer à altura. Quem sabe o time não melhora sem o Neymar”, aponta. “O Brasil ganhou sem o Pelé em 1962. Tem tudo para ganhar sem o Neymar”, completa.

Ele disse que ganhar uma Copa no Brasil é uma oportunidade única: “Temos a chance de apagar uma mancha negra que paira sobre o Maracanã desde 1950. Por isso, o Brasil tem lutar com ou sem o craque”.

Quando viu pela televisão o lance, Amarildo disse que ficou zangado com Zuñiga e com o árbitro Carlos Velasco. “Entrar com o joelho nas costas é covardia. Não é futebol. O pior é que encontramos um juiz que nem punição deu a ele”. Para ele, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) deve punir ambos. O ex-jogador completou dizendo que a entrada do colombiano não pode ser considerada futebol, e sim,  luta livre.

QUADRILHA DESMONTADA

A Polícia Civil do Rio prendeu na tarde desta segunda-feira, o diretor da empresa Match – uma agência que opera para a Fifa. O inglês Raymond Whelan, de 64 anos, é, para a polícia, o líder da máfia dos ingressos que opera nas barbas da federação, com envolvimento de altos funcionários. A investigação da “Operação Jules Rimet” concluiu que Whelan estaria acima do franco-argelino Lamine Fofana, um dos onze presos na semana passada. A Match tem direitos exclusivos para a venda de pacotes para o Mundial.

AÍ TEM...

Ainda que Whelan não seja um funcionário da Fifa, ele atua em nome da entidade na organização de pacotes e até do credenciamento de hotéis para o Mundial. Nos últimos dias, tem sido a porta-voz da Fifa quem tem respondido pelos problemas, e não um representante da Match. A empresa é ainda controlada pela Infront, uma companhia que tem como acionista Phillip Blatter, sobrinho do presidente da Fifa, Joseph Blatter.

AGRESSÃO DAVA PRISÃO

Décadas atrás, quando era titular da 18ª Delegacia de Polícia, que fica da Rua Barão de Iguatemi (Praça de Bandeira, RJ), o delegado Maurílio Moreira, com sua equipe e a serviço, comparecia ao Estádio do Maracanã para assistir aos jogos. E não foram poucas as vezes que o Dr. Maurílio, depois do jogo, foi ao vestiário do estádio para prender e conduzir à delegacia jogadores de futebol que, durante a partida, causaram lesão corporal ao atleta da equipe adversária.

A AGRESSÃO A NEYMAR

Certa vez indagado por que agia com tanto rigor, o Dr. Maurílio respondeu: “O Estádio do Maracanã se encontra dentro da área da circunscrição da qual sou a autoridade policial. Eu estava no estádio, vi e agi. Cumpro a lei”. A propósito: quem agride e lesiona outra pessoa, na rua ou em qualquer lugar, e a polícia chega não é conduzido à delegacia da área para ser autuado?  Zuñiga sequer foi punido pela Fifa...


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