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“O Banrisul é vítima disso”. Ildo Gasparetto, superintendente da PF/RS, sobre a fraude contra o Banrisul A CASA CAIU
É sempre assim. Fraudes e golpes só são
perfeitos quando todos andam de mãos dadas e ninguém tenta ser mais
esperto do que o companheiro de safadezas. Não fosse a ganância dos
articuladores do plano de meter a mão no dinheiro destinado ao
marketing e à publicidade do Banrisul, tudo talvez ainda estivesse sob
controle.

O
golpe contra o Banrisul vinha sendo aplicado faz algum tempo, numa
sintonia fina entre funcionários graduados de duas agências de
publicidade – SL&M e DCS -, o superintendente de marketing do banco
e empresas terceirizadas. Quando houve uma ruptura desse “programa”, a
casa caiu.
Subcontratar
trabalhos profissionais não é crime e é ate rotina entre agências,
anunciantes e prestadores de serviço, desde que as notas fiscais sejam
compatíveis com os gastos exigidos e comprovados. No caso do Banrisul
montou-se uma operação de superfaturamento em ações de marketing.
Trabalhos
terceirizados pelas duas agências para determinados prestadores de
serviço eram cobrados do banco com valores superfaturados e pagos com
valores subfaturados, ficando a diferença com os fraudadores. O esquema
estava dando certo e os cálculos do prejuízo do Banrisul chegam a R$ 10
milhões.
Não há nenhuma
novidade nessa operação criminosa. No esquema nacional de corrupção que
se institucionalizou no país a fraude local é apenas consequência e
todas as que já foram desmontadas, sempre contou a colaboração de uma
delação premiada. Registre-se que tão logo as autoridades tomaram
conhecimento da fraude iniciaram as investigações e nesta quinta-feira
os suspeitos foram presos.
A entrevista do delegado
Ildo Gasparetto, chefe da PF/RS, teve um momento importante quando ele
salientou que o Banrisul foi apenas uma “vítima”. Talvez ele tenha
observado a condição de vítima do banco para evitar que do episódio se
tire qualquer proveito eleitoral.
Espera-se, agora, que os fraudadores paguem o que tomaram do banco.
É GRAVE Uma
informação da PF preocupou a direção do Banrisul. O superintendente de
marketing, Walney Fehlberg, dois meses atrás, já fora preso em São
Paulo portando dólares num aeroporto daquele Estado. Walney foi
liberado por uma medida judicial. PERGUNTA Diante
dessa prisão em São Paulo, Walney Fehlberg não deveria ter sido
afastado da Superintendência de Marketing, até mesmo para provar sua
inocência? AS AGÊNCIAS SL&M
e DCS, tão logo foram alvos da ação de busca e apreensão, colocaram-se
à disposição das autoridades, conforme manifestações das direções
dessas empresas.
FISCAIS FEDERAIS (1) Os
auditores fiscais da Receita Federal, através de seu sindicato, exigem
uma posição firme da SRF a respeito da quebra dos sigilos fiscais de
diversas pessoas ligadas ao PSDB. FISCAIS FEDERAIS (2) O
Sindicato dos Auditores Fiscais quer que o titular do órgão, Otacílio
Cartaxo, dê garantias aos brasileiros que providências estão sendo
adotadas para evitar que se repita a fraude com a quebra dos sigilos de
contribuintes.
SUGESTÃO Uma
sugestão dos auditores é que se mude o sistema interno de informações.
Acessos ao sigilo fiscal de contribuintes deverão ter um sinal de
alerta automático junto aos diretores de departamentos. A cada busca a
dados sigilosos, um aviso será emitido aos superiores de quem entra no
sistema. EXPOINTER Os
serviços na área fashion da Expointer são tão caros que chamam a
atenção de quem freqüenta os restaurantes do local. Um expositor disse
que uma garrafa nacional de um vinho mediano custa R$ 70 e um entrecot
de 200 gramas com uma porção de batatas fritas vai a R$ 57. GRAMADO Um
jornalista e mais quatro pessoas foram tomar café colonial num daqueles
locais famosos de Gramado. Total: R$ 148,00 e eles tiveram que pedir
chocolate porque esqueceram de servir o produto mais típico da região.
Mas o imperdoável ocorreu na hora de pagar a conta: o famoso local não
aceitava cartões de crédito.
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